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[16.3.05]
"All a matter of fact." Vivemos num mundo globalizado, blá-blá-blá ... A todo instante surgem situações novas que possibilitam, através de sua análise, a formação de uma opnião individual. Porém, nem sempre é feita essa análise e quase sempre querem mudar a opnião de outrém. Numa situação hipotética (atentem para o hipotética), ocorre tiroteio nos morros da cidade do Rio de Janeiro. (Favela não, é comunidade. Não seja preconceituoso!). As pessoas passíveis de sofrer com qualquer ato de violência (na situação hipotética: moradores do Rio de Janeiro, turistas, etc.) tratam logo de dizer alguma frase-feita do tipo: "Mas que droga! Não se pode andar mais tranqüilo na rua nos dias de hoje!" Isso é a opnião daquela pessoa, que coincidentemente torna-se uma opnião coletiva.
Em outra situação hipotética (novamente atenção), a UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro - adota o sistema de cotas para negros, estudantes de escola pública, deficientes físicos e índios. Os vestibulandos, principalmente, exprimem logo uma opnião: Se você é um beneficiado pela cota: "Ah, o certo não é esse, mas enquanto não se faz nada no resto do sistema educacional, acho de bom tamanho essas cotas." (maior parte dos casos) Os não beneficiados: "Isso é um preconceito com eles mesmos. Vai 'emburrecer' a universidade e prejudicar os outros alunos." (grande parte dos casos) E eis que chegamos no problema: quando a minoria de um dos lados tenta se fazer ouvir e mostrar sua opnião. A minoria dos beneficiados diria que "Isso é um preconceito e não vou aceitar participar de um sistema racista." Já a minoria dos não beneficiados diria que é uma medida administrativa correta embora não eficaz e que precisa ser mantida a fim de tentar diminuir desigualdades sociais decorrentes de um passado escravista e concentrador da riqueza. (Passado só?)
E chegamos a questão central, um debate entre opniões distintas tende a ocorrer choque de pontos de vista diferentes, e um sempre quer mudar a opnião do outro. Porque cada um não pode ter sua opnião, mesmo que errada, em paz? Tudo bem, uma coisa é mostrar fatos que comprovem que ela está errada, outra é convencê-la de que sua opnião é melhor. Mas isso acaba se tornando inevitável ... Ainda bem que existem pessoas com cérebro, ainda. Poderíamos ser todos aculturados pelos crentes, por exemplo. Mas não vou me estender aqui, porque esse é um post da Tati e porque não cabe discutir uma coisa de fanatismo que só serve para cegar as pessoas.
Por Thiago as [13:46] ::
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