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[30.5.05]
Certo, errado, bem, mal ... Eis os conceitos morais enfadonhos que persistem na humanidade, principalmente após a religião se firmar. Desde sempre fomos levados a acreditar que possuímos discernimento. Com certeza somos seres pensantes, mas muito manipuláveis.
Nada é de conhecimento geral, a não ser talvez... O crescimento de cada indivíduo é fortemente influenciado pelo âmbito familiar. Ainda inocentes, somos amedrontados com animais imaginários, pessoas más que virão nos carregar em sacos, etc. Sempre com o único propósito de não desobedecer determinada ordem. "Não faça isso que é feio" ou "Menino mau"("Menina má")há muito foram escutados por todos.
Pouco após sair da proteção uterina, a criança já é submetida ao batismo. De acordo com a cultura e religião, esse procedimento muda. O fato é que um rito simbólico - dependendo da crença de cada um - é o início de uma pressão social futura. Ao passo que se completam os anos e a fala é adquirida, somos questionados sobre tudo. Começando com palermices quando se pergunta a idade, até o momento em que ouvimos "Qual é a sua religião?". Obviamente, costumava-se perguntar se éramos católicos mas é quase certo que hoje mudou para: "Você (não) é evangélico?".
O tão vangloriado discernimento, que nos é creditado após atingirmos idade suficiente para recebermos punições como castigo por um erro, é rapidamente posto de lado em situações em que ocorre um embate entre diferentes vontades. Falta bom senso, nesse tipo de situação. Já que o ser humano é racional, haveria lógica se pudéssemos escolher nosso destino. Não importa o que outros acham e sim o que cada um pensa de si próprio e do cotidiano.
Realmente, não estamos sozinhos. Faz-se necessário ouvir opniões e buscar esclarecimento e instrução, assim como manifestar os próprios pensamentos e esclarecer e instruir. Estando certo ou errado, sendo para o bem ou para o mal, cabe ao interessado decidir.
Por Thiago as [18:43] ::
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